E a chuva, corria. Como se desesperada pra fugir daquela imensidão vazia, alcançava sua essência e já não sabia se era pedra ou vento. E mudava, mudava seu rumo insegura de si, ali naquela solidão maldita.
Enquanto isso , o cantor triste pairava entre agudos voando entre a solidão divina e a escolhida. Cantou tão alto e profundamente que tanto não mais conseguiu , calou e restou-o apenas a lida apontada com o dedo, a tristeza muda e amarga.
Éramos nós como um todo a moça, a chuva e o cantor.
G.A.

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