Ela chorou, pela alma
pela alma que reluzia
mas não era verdadeiramente traduzida.
Ninguém entendia aquela alma.
Plena calma, força e fé
em si.
Dor ao corpo que não suporta
que tenta escapar pra fora
fora, de onde vem toda agonia
Louca não entende o que se passa
então chora, grita, esperneia,
sangra.
Não pode viver
não merece esse mundo.
Confusa é como se sente,
não mais entende o que é verdade, mentira ou poesia.
Tomou-a o corpo os supostos donos,
tomaram-lhe a alma junto.
Anularam seu encanto.
Nenhum conhecimento fez-se benefício.
A rosa murchou.
Carolina tornou-se Clarisse.
Escorreu alma pelos pedestais.
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