quarta-feira, 26 de junho de 2013
Ao Acaso, confusão e poesia. : 24/06/13
Ao Acaso, confusão e poesia. : 24/06/13: Olá meu jovem da janela Que canta, dança, quebra, Ao passo que eu passo na porta, A tua cara manhosa Que só com fome me vela. Q...
24/06/13
Olá meu jovem da janela
Que canta, dança, quebra,
Ao passo que eu passo na porta,
A tua cara manhosa
Que só com fome me vela.
Queira beijar os meus sóis
Assim que fiquemos pois
Sobre os ninhos que
almejamos
Colaremos sob penas sujas, pequenas,
Infinitas como fantasia dos frutos que eu mesma chocarei.
Então mais uma vez debruçados
Nos olharão assombrados sobre o sangue em nossas mãos,
“não matamos ninguém” gritaremos
Em vão que o sangue é resultado de calos nas mãos.
Assobios de pássaros nesse quintal do mundo
Em que serei sujismundo,
não de uma lama só.
Irei provar da água mais limpa
Da fonte mais linda do teu olhar.
Transformando minha fraqueza em certeza de amar
Vou me guardar no seu pescoço em noite como essa
Em que me apaixono, tem luar.
Vou apagar essa rima e começar outra vida
E apostar: “se eu morresse amanhã”?
Só pra amarrar meu cadarço
Pra não correr descalço sobre tanto chão
“Vem comigo”
Te chamo como um sapo
Que enche o papo pra parecer maior
Pequena? Confesso!
Não devo mas nego o
medo que eu sou.
Todavia, Seja minha via de regra
Te pago em dia com beijos enfim.
Mas pegue minha mão primeiro
Não se aflija no erro,
Está perto nosso fim.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Depois a gente se vira com o que vier
Por que não usar um conjunto de metáforas pra descrever o homem?
Quem poderia pintar um novo Guernica por favor o faça!
Acordo de manhã e escuto alguns pássaros conversando sobre a má noite de sono,
que não houver noite.
Tinha um gato em minha janela ontem, ele queria entrar
disse "miau", eu virei para o canto, dormi, sonhei com o amor.
Essa indiferença relutante que vai desde jogar água pra lavar a calçada até privar o corpo das proteínas da carne.
Até quando vou escutar a leitura de meus olhos gritando emocionados "mataram mais um morador de rua!" ?
Pra que metáforas se a verdade tão explicita já se comunica bem e,
no entanto, é menos importante que a própria fama do acontecido.
Todas as mãos estão atadas até se perceber que ainda nos sobram as pernas.
Que talvez andando por aí chutemos o balde de hipocrisia e desventura
das quais o mundo já transborda.
Quem poderia pintar um novo Guernica por favor o faça!
Acordo de manhã e escuto alguns pássaros conversando sobre a má noite de sono,
que não houver noite.
Tinha um gato em minha janela ontem, ele queria entrar
disse "miau", eu virei para o canto, dormi, sonhei com o amor.
Essa indiferença relutante que vai desde jogar água pra lavar a calçada até privar o corpo das proteínas da carne.
Até quando vou escutar a leitura de meus olhos gritando emocionados "mataram mais um morador de rua!" ?
Pra que metáforas se a verdade tão explicita já se comunica bem e,
no entanto, é menos importante que a própria fama do acontecido.
Todas as mãos estão atadas até se perceber que ainda nos sobram as pernas.
Que talvez andando por aí chutemos o balde de hipocrisia e desventura
das quais o mundo já transborda.
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