Pedi aos céus descanso,
pedi aos pés desânimo,
pedi à lida desencargo.
Saí pra tenta me divertir
no acaso que permiti aos acontecimentos.
Tropecei numa pedra que no chão a muito se fazia estagnada
o desequilíbrio me levou ao solo,
a cabeça abriu como um vaso de flores que já estava trincado.
As minhas flores já estavam murchas
e a terra seca estava.
me perguntei se
"A única coisa a fazer é tocar um tango argentino" (seria...)
Eu não! Esqueci Manuel.
Levantei,
pus-me a andar
observando melhor o caminho...
Ao mesmo tempo a cabeça parcialmente endoidecida
poi-se a dirigir um compasso dois por quatro
impedindo meus pés de recusarem
adentrar talvez na dança triste apaixonada.
Naquele palco,
mundano de paixões exageradas
aliviando a regra de uma rotina solitária.
G.A.
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