terça-feira, 11 de setembro de 2012

Respiração


Inspiro,
O ar entra obtuso pelas narinas
alimentando meu ser.

Ser que julga e retém julgamentos
mas suspira!
(des)espera.

Expiro,
toda carga inevitável
se torna ainda mais pesada
como se esgotasse do ser a fé
e toda camomila não fosse bastante
já que emana raiva do pobre.

Não! Bastou o cálice que endoideceu,
bastou a vida que a fez sorrir,
bastou o cansaço que a colocou no pó.

Respiro,
não de alívio,
não de necessidade
mas de vontade
de não mais ser aquilo que espera.
Mas tornar aquilo que comum era
 em sublime inesperado.

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