domingo, 19 de agosto de 2012

Semi-Carolina

— Carolina?
Respire menina, respire!
ah, o que foi que você fez?
onde estava estava sua sensatez
não estava você.
Não volta! Não reage!
Eis uma morte eterna?
Mas  me lembro:
você sempre se fecha 
se enterra 
fazendo um teto de flores, vidros e verdades
mas volta
sempre volta, 
vê o dia 
o admira 
o recria 
Mas agora que a tanto tempo não respira, 
começo a me preocupar
Fez então um mundo de silêncio e as vezes soluços 
uma eternidade de sono e preguiça
sem criações 
sem coisa alguma que seja sua.

Rege aqui a lei eterna de vícios propícios 
mas você não pertence a isso
faz sua própria morada em seus arredores de falsas imaginações 
mas que tornam seu universo 
em um verso unido de verdades próprias 
de modos e versões impróprias 
e de linhas talvez não retas 
mas suas.

Reaja Carolina !
Não faça de sua força pequena  parte de você 
retorne a seus caminhos 
sem vinhos 
embebede-se apenas de si 
que já basta. 

 Volte como alguém que clama por si 
 como alguém que não teme o que a domina 
 não fuja da sina agarrada e engolida
 fonte de sua saciedade.

Não seja a razão de um descaso 
fuja para o acaso e encontrará abrigo
caso não volte, não recorde seus casos 
nem ouse guarda-los em palavras!

Seja Carolina 
Seja Gabriela 
Seja sempre algo além das muralhas de qualquer sentimento qualquer sentido 
Seja ou seja o sempre de qualquer coisa 
Respire o constante de seu modo de vagar. 
Volte para não mais dividir espaço que é só seu.
Não por herança nem por conquista 
Mas por mero Acaso: 
    Como um dia qualquer
    que nasce em qualquer lugar do lado de cá 
    seja meu ponto de vista entre duas montanhas
    um dia novo e belo e sem interrogações
    quase como um quadro nas paredes de minha essência. 

    


   
 

   

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