quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Princesa de grades

Imperfeição.
Tua feição mostra, Princesa
seus elos errantes
tuas mão calejadas 
reclamando dos maus atos, o perdão 
não demostres em essência a
Impureza. 
Mas reza, ingrata!
teu forte não é bom
não te protege de nada
teu forte inexiste
não faça perdida uma guerra 
Necessária.
Cessa essa tua virtude 
esqueça as botas imundas 
e anda descalça, Plebeia
não reine em imaginações
frágeis
age como senhora
age como quem finda
aja como o contrário dos esfomeados
abrigue a licença de sóis nascentes,
os poentes são tristes e cansados
tudo que já tens
de sobra.
Obra, prima 
onde estarão os pontos finais?
Para tantos meios infindos
não existe o canto de um pássaro.
— Desonra teu pai e tua mãe!
Não peques, Carolina
não fujas ou finjas
cale-te, Fênix morta
sufoca teus anseios
sente-se, concentre-se
Veja a beleza da gaiola
de ouro puro ou de falsidades.
Alçavas voos cansativos
então descansa, passarinho
eu não preciso mais tuas asas cortar
elas caem na prisão.
Tu és minha, princesa
Imperfeição,
fez um império fajuto
olhe os céus! 
Você já esteve lá
se rebaixou, sumiu, achei
Você não vai voltar, Impureza
infinda seus dias aqui como 
indigna,
ingrata.
E não ouses recordar que assim és
INFELIZ.



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