Estes pequenos passos me rendem linhas de sujeiras num livro de acontecimentos, suposições e questionamentos em páginas infinitas. Arrependerei disso?
Os questionamentos não me confortam , me estressam os versos sempre rimados com o som da queda dessa chuva que cai cada vez mais forte de qualquer nuvem de imaginação fértil , a tempestade tantas vezes refrescante causando um sentimento agradável , se torna uma preocupação constante , o texto em primeira pessoa é só mais uma consequência disso.
É difícil se ver confusa e nublada enquanto todos te vem sorridente e ensolarada, fingir é um mal necessário:
A menina que sorri o tempo todo e é agradável mora numa casa com outra menina que é estranha e vive a escrever, se tornaram inimigas porque enquanto uma é a outra não é , só uma pode morar ali mas ambas adoram a casa , vivem a brigar e a brigar , parece um hospício onde moram essas essas garotas mas sabem elas ser uma só .
Ainda falo em primeira pessoa e da primeira pessoa, mas no fim da prosa há ainda um vestígio do que precisa ser dito que só cabe em poética( é assim que me vejo fazendo) :
Há dois caminhos a seguir,
dois caminhos distintos,
ambos são infinitos.
O Norte é o querido
o Sul é o imposto
um é composto de um amor doído
o outro causa desgosto.
Há dois lados como sempre
o sempre a muito me espera
Desespera o fato:
de o Norte ter
de somente este norte querer
e ainda estar aqui
entre estes dois rumos
sem saber o porque
sem conseguir sair.
G.A.
Nenhum comentário:
Postar um comentário