— Que isso que te traze aqui pequena?
Este fim te findou? Não se preocupe, o que mais te mata agora é teu início, minha menina.
Me manda nada humana! Nada sois e agora entende que és mortal e só nisto alia sua alma. Agora contente fica porque não mais o peso da vida ou da ida -ainda não sei- te consome.
Por assim ser, tem sua salvação. Pequena.
O papel deixou cair no chão o moço já velho. Olhou o cadáver, sorriu ao mesmo passo que a morta se comportou como tal azulando a face. O homem velho saiu do cemitério aflito, talvez chateado mas incrivelmente escasso de culpa e vaidade. Não chorou, apenas percebeu a falta da boa e velha Carolina.
Deixou uma rosa branca em sua cabeceira durante todos os dias da semana seguinte à morte, quando enfim as rosas não mais surgiram no móvel velho, o velho homem partiu para acompanhar numa dança a condiscípula.
G.A.
ao comparsa
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