terça-feira, 17 de abril de 2012

10:46 da manhã de um dia de abril


                
               Passaram-se mil séculos desde o último conto , mil porquês a mais tenho agora a adicionar. Os cabelos mais curtos, cacheados e volumosos esvoaçam de vez em vez com a ida e vinda do vento do ventilador. “Esta jaula está cheia de maritacas” impossível foi conter o pensamento, elas reagiam ao último efeito sonoro com um outro ainda mais auto, elas querem sair daqui, querem um bosque com outras espécies .Papagaios malditos, calem-se! Concentrem-se! E tornem-se um mesmo tom de verde.
                Não gosto da jaula, odeio o verde,  amaldiçoo meus grunhidos . Meus sonho de voar se restringiria então somente aos limites da gaiola? Não sei voar , mas a vontade me faz preparar para a primeira oportunidade de fuga e que eu me esborrache no chão mas que o chão seja enfim um palco sem grades.
                                                                                   Gabriela Alves 

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