Durante
a noite o sonho:
Sentada
no meio fio
Um som
escuto
Imponente
Forte ,
um frio
Era um
caminhão
Um
menino
Apoiado
no painel
Lá vem
o caminhão
Grande
Passou , passa
E quando quase ‘passará’ , parou
O menino
desceu
Cresceu
Renasceu
Cansou
E si esqueceu
- quer ler um livro de verdade?
-quero.
As paredes tremem
Ao mesmo tempo que ouvidos
Na sala
Mandões , estranhavam
“não quero ser Fausto!”
Se fecha a porta o quarto
Se chove em rios o céu
Enquanto o Fora Escuro finge a felicidade alheia
O Dentro Medo deita
Fecha os olhos
Morto:
Mas cadê ?
Onde está o poeta que me fez
nascer?
Procuro :
Gaveta de meias
Entre os perfumes
Dentro dos livros:
História ? não
Física ? quase
Oh! Filosofia , porque não
revela dos teus filhos o esconderijo ?
Me canso
Café e papel
Confortam o escritor
Que se questiona
Que coça a cabeça
Que se dói da cabeça
Pergunta:
Não soluciona
Deixa:
Não meça
Acima o gênio controla
O conto
Do velho
Da vitrola o samba antigo
Mas cadê?
Onde está o poeta que me fez
nascer?
Seja lá de onde surja
Que sua mão suja
Valha um dia
Os sacrifícios do poeta escondido
Os sacrifícios do poeta sonhador
Gabriela Alves
Dedicado à Hugo Carvalhaes

Nossa!
ResponderExcluirEsse eu gostei muito!
Podemos conversar sobre o título?
Cris
Podemos sim , fico feliz por ter gostado já que isto remete que seja um bom texto.
ResponderExcluir