quinta-feira, 25 de julho de 2013

24/07/13


      O sol brilha forte meu cabelo cacheado, ilumina minhas vistas fazias totalmente. Penso que hoje é assim submisso aos ontens  mais comuns desses dias de desperdício de vida que eu mesma não poderia entender. São tempos difíceis de derrapadas e perdas sentimentais, materiais, sem importância alguma. Escrevo meu nome num papel achado sob a mesa de centro, o que tocava meus ouvidos era qualquer sinfonia de um macaco velho de velhos dedos acostumados, li meu nome: impressionante contraste com o papel branco, manchei-o de vento brando sem temor de recompensa, é o tempo que banaliza meu nome e seus enfeites de hipocrisia, desventura, arte, carência, defeitos. Chora uma criança longe no tempo por não ter brincado, entristece um pouco mais perto com uma outra cara a mesma criança ao recordar seus intempéries, no entanto anestesiada sorri a própria com outra idade o reencontro com a destreza, escape de todas as mazelas que lhe trouxe seu infortúnio de vida próspera. Re-lê o papel manchado, adormece inapta a qualquer consagração. Abençoa com palavras a lua amarela da noite anterior, a tresloucada  fêmea,  doce demente ao compasso que seus passos são dados ainda com um apoio maternal de terror, são seus primeiros passos os parágrafos acompanhados com toda atenção pela coruja na janela, no seu canto embala o frio num sotaque especial que para os antigos é mortal mas para mim, o infantil reflexo da solidão silenciosa da madrugada mau dormida.


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