Quando num impulso a morte alcançar meu corpo, tornarei-me grata.
Quando então a dor fazer a mente subentender o que acontece, aliviada me sentirei.
Quando o sol colocar seus raios em minha face numa última tarde quente de vida, então haverá festa.
Quando...
e com tanta imprecisão meu corpo se elevará ao chão
minha alma, no subsolo divino se estenderá.
Ah! Em minhas vestes se expressará minha pureza, branca
em minhas mãos o trabalho lhes será explícito
em meu semblante haverá sorriso grato ao sentimento primeiro.
A alegria emana da tristeza alheia de outros momentos
em comparação.
Já o alívio se dá apenas após ao convencimento da presença do cansaço.
Quanto a festa, pode ser qualquer coisa, até voltar depois de um tempo, à vida
à escrita de uma vida.
mesmo que para isto
tenha que ser jogada fora
as vestes desse corpo que em festa se faz
em brancos panos,
em mãos calejadas,
em sorriso,
semi-morto.
G. A.
06/09/2012
Nenhum comentário:
Postar um comentário