Só em meu quarto ia
e quantas vezes já morri neste dia?
não sei suportar a agonia
e a casa se fazia tão vazia
ah! quantos ia?
se eu ia
que bom seria
sair do jogo
do tédio
da preocupação
da ocupação que dá
dá essa vida
e a lida dela
e se eu dela saísse
seria dura
seria madura
nunca doce como rapadura
mas isso já tanto perdura !
Há quem diga que seja belo
tudo o que mais há
aquilo que nunca seria
seria de origem má
mas ah! que mais há?
há dor
ardor
ardor de sentir
ardor de ver
ver tudo explodir
ver tudo rimar
num terno ir ...
A casa aqui está só
agoniza pela garganta num nó
se eu mais aqui ficar
morrerei novamente
mas como valente
por na casa vazia já há muito estar .
Gabriela Alves

Acredito eu que nossos quartos sejam refúgios agonizantes. Mundos secretos, discretos, perversos, calados e nada mais do que nossos. São integrantes de toda complexidade que ronda nossas mentes dia e noite e ainda assim são tão agradáveis e nossos.
ResponderExcluirFeliz por ler os poemas passados.
Beijo!
Nossos quartos são zonas de conforto onde não precisamos fingir não sermos loucas , onde não temos que esconder a dor do mundo que cai sobre nós nos machuca mas nos conforta ao mesmo tempo por não sermos meras cópias .
ResponderExcluirFico imensamente feliz por poder compartilhar com você minhas humildes palavras tão insanas quanto a dona delas.
Beijo Poeta!