terça-feira, 20 de março de 2012

Poema III                                                                                                                                  

   Mas onde está todo o gozo que dizem?
dizem os velhos sobre a juventude 
a época em que os mesmos traduzem
todo amor , alegria , virtude.

A todo sol nascente espero 
aguardo ansiosamente a mudança
com o palpitar do peito quero
com alegria na vida eu numa dança 

Ah ! vida  desarranjada , amarga
não me culpes se te fumo 
não me dizerdes se tão somente
o teu peso minha dor alarga.

Nem mais o lascivo sabor da carne
é capaz de retira-me da tormenta
tormenta de existir na ausência daquela 
que deveria soprar em mim um pouco dela 

Ah ! vida porque de mim se ausenta ?
já o pouco de morte que existe
em mim é o que te representa 
já sou aquilo que desiste   

Se acima um gênio controla 
jogou em mim pragas outrora
a vida de mim se ausenta 
mas porque só de mim parece isenta?

Meus pés traçam um rumo comum
um vegetal que vive a mostrar beleza
como mister um a um
ouro guardam , veem nisso riqueza

Do inicio até o fim da morte 
corrói meu peito por esperançoso já não seguir 
a mercê da sorte 
espero a morte para enfim sentir 

                                                  Gabriela Alves





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