--Onde é que está Margarida?
Dona de lábios pequenos
Do café cheiroso
E das rosas do quintal
Beata, bonita, serena
De mãos pequenas,
Nunca me quis tocar.
Aqueles olhos bonitos:
redondos, feitinhos ,
de uma infância singular .
--Mas onde esta?
Onde está Margarida?
--Margarida na noite frienta
Por uma boca pequena
Se viu apaixonar.
Apaixonou-se pelo chão
Do telhado pulou
Se quebrou formando cacos
Do corpinho que tanto amei
Do corpinho que nunca soube .
Os cabelos negros
Nunca provaram uma só gota
Da magia de viver pra si
Morreu , não soube da minha existência
Nem da essência
Que nossa velhice juntos poderia formar.
Viveu para as rosas
As rosas agora minhas
Por herança da companheira que nunca tive
Mas que sempre foi minha,
Enquanto a criei
A criei em meus sonhos
E nas rosas do meu quintal .
Gabriela Alves Campos

Humm,
ResponderExcluirme lembra o famoso poema "Ismália", de Alphonsus de Magalhaes.
Acertei? Ou não?!
Mas gostei do seu poema, é doce e trágico...
Cris
Alphonsus de Magalhaes é grande influência em minha escrita .
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